sábado, 8 de outubro de 2011

Presa na montanha russa

Eu quero descer!
Por Deus, como quero isso...
Já estou há muito enjoada desse sobe e desce infernal, dessa adrenalina caótica que toma conta de mim, desse frio na barriga que vai e logo volta, do medo presente no dia a dia, da inconstância de tudo isso e principalmente da falta de controle da situação.
Me sinto presa a um circulo vicioso. Quando sinto, enfim, o estômago voltar ao lugar de origem na subida silenciosa da montanha russa logo vem o desespero de me agarrar a algo, a longa decida que parece não acabar nunca me faz sentir as borboletas entrarem em guerra dentro de mim novamente... Rápido... não o bastante para acabar... Não o bastante para sentir falta da adrenalina. Já não são mais lágrimas que de mim escorrem, é a adrenalina a transbordar... Um corpo de adrenalina em uma montanha russa que não existe parada. Não existe parada? Mas como as pessoas sobem e descem da montanha russa o tempo todo? Eu vejo pessoas diferentes entrarem e sair, mas não vejo como, não vejo onde. Por que não posso descer também? Se ao menos eu pudesse controlar a velocidade disso tudo. Se ao menos eu pudesse retirar um pouco da abundante adrenalina dentro de mim... Quando estou na breve subida, não consigo me recuperar da descida anterior e novamente chego na iminência vertiginosa, e sem tempo pra nem se quer pensar me vejo caindo de novo...
Que coração humano suportaria viver preso em uma montanha russa? É loucura! Não pode!

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